A paranoia imediatista que o Marketing Digital trouxe para as empresas.

A paranoia imediatista que o Marketing Digital trouxe para as empresas.
3 de julho de 2017 Edu_pezzi

Em um mundo de digitalização das estratégias de comunicação, relacionamento e conversão, as empresas procuram um jeito milagroso de crescer mas, na maioria das vezes, o resultado alcançado é apenas ilusório.

Há uma corrida em busca da “fórmula mágica”, do “pote de conversões” após o impulsionamento, que só uma ínfima parcela daquelas que tentam conseguem. Além disso, por vezes, esse pseudo sucesso pode ter ocorrido muito mais por força do destino, do que por estratégia (Nóbrega, 2002, Antropomarketing).

O perigo instalado é que as empresas percam o foco de entendimento. Em marketing, pouco se trabalha com resultados de curto prazo. Entrega-se os oriundos de diferentes ações, longamente pensadas e que, unidas, dão suporte para definição de estratégias e são executadas para construir uma vantagem competitiva, levando a empresa ao sucesso.

Se houvesse uma fórmula mágica, todas, ou pela menos grande parte das empresas teria sucesso. Acontece que o comportamento de compra digital é, antes, humano e isso não muda de um dia para outro. Modificam-se os caminhos, não as motivações subconscientes.

O Digital, hoje, não é mera tendência ou modismo, é obrigação. Embora, num primeiro momento mais voltado à não perder negócios do que se transformar em crescimento exponencial.

Como se trata de um processo revolucionário e em muitas organizações está em estágio inicial, elas não tem consciência do que ele realmente é ou de como deve ser feito. Sabem somente que precisa ser feito. Sonham que será o redentor e que aplicar dinheiro nesse ambiente, ainda que sem um adequado planejamento, imediatamente as salvará. As consequências são críticas severas à eficiência do marketing digital e, em decorrência, ao profissional da área.

Acontece que o marketing digital é uma parte da estratégia, não a estratégia em si. É um caminho, não um, nem o fim. É fundamental, mas não único, nem sozinho. Deixar de edificar a marca, construir relacionamentos, criar estratégias de longo prazo, pensar nas diversas variáveis de marketing, além do mix de marketing desenvolvido através de uma análise profunda do mercado, é o mesmo que discutir sobre uma notícia lendo só a chamada.

Esse assunto caberia num livro, mas o propósito deste texto é instigar uma discussão sobre como utilizar o marketing digital como parte do marketing estratégico, colocando cada coisa no seu devido lugar, ao invés de imprimir uma responsabilidade irresponsável sobre elas.

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